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Maria Rita

Qua | 27.09.17

UNIVERSIDADE | VIVER NUMA RESIDÊNCIA UNIVERSITÁRIA, SIM OU NÃO?

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O ano lectivo já começou há umas semanas mas achei pertinente fazer este post. Se não for útil para agora, certamente o será para o próximo ano. 
 
Quando entramos na universidade longe da cidade onde sempre vivemos, surgem várias dúvidas acerca do melhor local para viver. Afinal, esse será a nossa nova casa, dado que iremos passar lá 5 dias da semana contra os 2 dias, isto é, o fim-de-semana, na nossa casinha de sempre. Por isso mesmo, convém escolhermos um local confortável, onde nos sintamos bem, para tudo correr da melhor forma.
 
Mas hoje em dia é cada vez mais complicado encontrar um bom lugar para viver cujos preços não sejam um exagero.
 
No meu primeiro ano, fiquei num apartamento que não era propriamente barato (mas estava dentro dos preços de vários quartos no Porto) cujas condições eram boas, localizado a cerca de 20 minutos a pé da faculdade. Tive que optar por ficar a uma distância maior para poder ficar num sitio que me agradava minimamente. 
 
No segundo ano, fui para uma residência universitária. Estar numa residência tem vantagens e desvantagens.
 
No segundo ano, a residência onde fiquei não tinha as melhores condições. Os quartos eram duplos, a cozinha era para cerca de 150 pessoas (ficava muito suja ao domingo), o próprio edifício já estava degradado. No entanto, logo que lá cheguei fiz novos amigos, pessoas com quem provavelmente nunca falaria se não tivesse ido para lá. Os momentos de diversão eram muitos e sabia bem nunca estar sozinha. Nas épocas de exames tinha sempre companhia para estudar (nem sempre era bom, distraio-me muito facilmente). Para além disso, para quem é bolseiro, não paga a residência, o que é uma super vantagem. Caso optasse por ficar num apartamento, recebia a bolsa e iria ter que dispender dinheiro para o pagar. Ficando na residência, recebe-se o complemento de alojamento para além da bolsa. 
 
Agora estou numa residência diferente, mais perto da faculdade, em que os quartos são individuais, a cozinha (bem mais pequena) é apenas para cerca de 12 pessoas. Nesta o convívio já não é tanto, mas as condições físicas são melhores.
 
Mas a verdade é que cada caso é um caso, porque sei que na Universidade do Porto existem muitos tipos de residências, em diferentes estados. E as residências também diferem muito de universidade para universidade, obviamente.
 
Eu penso que a maior desvantagem de viver numa residência é o facto da nossa privacidade acabar por sair sempre prejudicada, até porque é diferente dividir a casa com 1 pessoa ou com 100. 
 
Finalizando, viver numa residência é uma experiência que vale a pena. Não podemos estar à espera de um hotel, mas à partida as condições serao sempre razoáveis e o rácio vantagens-desvantagens será benéfico.

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